23.2.15
coincidência
(substantivo feminino)
- acto ou efeito de coincidir; simultaneidade;
- estado de duas ou mais coisas que se ajustam perfeitamente;
- concomitância acidental de dois ou mais fenómenos; acaso;
De certo modo, a coincidência aumenta a responsabilidade no desempenho criativo!
15.2.15
11.2.15
plateia literária (II)
As fotografias estão desfocadas
mas todas as expressões em torno desta actividade
foram bem "plantadas"!
10.2.15
plateia literária
Amanhã,
a conversa de livros e ateliê criativo será com O I T E N T A crianças.
Que grande responsabilidade!
Felizmente está tudo preparado nas caixas de sapatos...
6.2.15
30.1.15
oportunidade
Todo o Ser Humano é uma semente de oportunidade.
Rasgar a casca pode depender de outro Ser Humano que esteja atento e disposto a acreditar, a fertilizar o crescimento.
Em equipa.
29.1.15
26.1.15
18.1.15
Conversas
Falar com os livros.
Falar sobre os livros nas nossas vidas.

Visitando Escolas
22 Jan > EB1 Pinheiros
11 Fev > EB1 Pernelhas
4 Mar > Associação SemprAudaz
19 Mar > EB Gândara dos Olivais
9 Abr > Externato da Benedita
15.1.15
Revisão de conteúdos
ANFITEATRO
/Arena /Sala polivalente
s. m. designação que se dá à construção circular ou oval com arquibancadas (assentos em degraus),
nos teatros, escolas, espaços exteriores (naturais ou artificiais);
/Arena /Sala polivalente
s. m. designação que se dá à construção circular ou oval com arquibancadas (assentos em degraus),
nos teatros, escolas, espaços exteriores (naturais ou artificiais);
ASSEMBLEIA
/Assistência /Auditório /Parlamento /Público
s. f. reunião de pessoas no mesmo local, para determinado fim, para um debate, para resolver um problema;
/Assistência /Auditório /Parlamento /Público
s. f. reunião de pessoas no mesmo local, para determinado fim, para um debate, para resolver um problema;
COMUNIDADE
/Congregação /Identidade /Sociedade
s. f. qualidade do que é comum; agrupamento de indivíduos que se caracteriza por acentuada coesão;
/Congregação /Identidade /Sociedade
s. f. qualidade do que é comum; agrupamento de indivíduos que se caracteriza por acentuada coesão;
DIÁLOGO
/Conversa /Colóquio
s. m. conversação entre duas ou mais pessoas;
/Conversa /Colóquio
s. m. conversação entre duas ou mais pessoas;
FÓRUM
/Ágora /Assembleia /Local /Mercado /Praça
s. m. reunião pública para discutir temas de importância;
/Ágora /Assembleia /Local /Mercado /Praça
s. m. reunião pública para discutir temas de importância;
Para que sejam mais do que palavras guardadas em dicionário, é preciso dinâmica. E espaços "aliciantes".
12.1.15
Vozes que cantam
Vozes que não deixam morrer.
Vozes que chegam através da palavra escrita.
Vozes de longe trazendo para perto outras realidades.
Vozes para escutar e procurar mudança.
Vozes que chegam através da palavra escrita.
Vozes de longe trazendo para perto outras realidades.
Vozes para escutar e procurar mudança.
«
Se permanece intacta a força dos landays*, parece que essa faculdade de improvisação perdura ao preço de um sobressalto cada vez mais desumano. Porque no exílio a mulher pashtun se encontra privada de todas as suas tarefas e prerrogativas. Confinada à área da sua tenda, ela é cada vez mais limitada pela pressão acrescida dos preconceitos religiosos. Já não tem os campos a cultivar, já não tem licença de andar com o rosto descoberto, nem a liberdade de cantar e dançar durante os casamentos. Torna-se uma espécie de peixe lançado fora da água e que expira, semelhante a uma planta arrancada que seca sob um sol escaldante.
Quanto aos homens, não se apercebem da dor das mulheres. Consideram-nas como auxiliares úteis que trouxeram consigo, como os camelos, as cabras ou os cavalos que constituem o seu património. No entanto, sem que o saibam ou sintam, as mulheres deixaram de lhes pertencer. Deixaram os seus corações longe e as suas almas vagueiam ainda pelos vales do Afeganistão. Por excesso de sofrimento, por redobrada mutilação, conseguem mais uma vez enganar os seus companheiros e destituí-los do seu bem, pois são apenas seres desertos.
Quanto aos homens, não se apercebem da dor das mulheres. Consideram-nas como auxiliares úteis que trouxeram consigo, como os camelos, as cabras ou os cavalos que constituem o seu património. No entanto, sem que o saibam ou sintam, as mulheres deixaram de lhes pertencer. Deixaram os seus corações longe e as suas almas vagueiam ainda pelos vales do Afeganistão. Por excesso de sofrimento, por redobrada mutilação, conseguem mais uma vez enganar os seus companheiros e destituí-los do seu bem, pois são apenas seres desertos.
Simultaneamente dura e terna, astuciosa e ingénua, violenta e doce, a mulher pashtun personifica a exilada absoluta. Mantém-se à distância da sua alma e sobrevive como que separada do seu coração. Excepto no que diz respeito ao combate patriótico - permanece indiferente às gesticulações dos homens assim como aos jogos das crianças. O seu único desejo é ir uma vez mais buscar água à fonte da sua aldeia, junto às altas montanhas nevadas.
Esta mulher exilada não pára de morrer
Voltai-lhe o rosto para a terra natal, para que ela exale o seu último suspiro
Voltai-lhe o rosto para a terra natal, para que ela exale o seu último suspiro
»
A VOZ SECRETA DAS MULHERES AFEGÃS por SAYD BAHODINE MAJROUH (1928-1988)
Versão portuguesa por ANA HATHERLY - Editora Cavalo de Ferro, 2005, pp 48-49
Versão portuguesa por ANA HATHERLY - Editora Cavalo de Ferro, 2005, pp 48-49
*género particular na poesia popular/oral em língua pashtun
7.1.15
6.1.15
Postais
Sugestões simples,
para quem - em propósito de novo ano - pretenda trocar correspondência manuscrita e colorida!
Caneta para escrever...
Tesoura para cortar palavras aborrecidas...
Carrinha para chegar aos destinos mais longínquos...
?
...
2.1.15
Imortalidade
«
Quando era pequeno, o irmão que se prepara agora para visitar, contou-lhe um dia que a maioria das árvores muito grandes têm por vezes centenas de anos. Estavam os dois debaixo de uma azinheira. Salvador lembra-se de ter ficado muito calado. Olhou o tronco com atenção, levantou-se lentamente para lhe tocar. Era um dia de calor. Ouviam-se bichos pequeninos a mexer ao pé deles, enroscados nas folhas emaranhadas na terra. Só nesse momento compreendeu que aquela árvore existia há muito tempo, muito muito antes dele, e continuaria a viver, assim sendo, muito muito para além dele. Nunca esqueceu essa descoberta de uma imortalidade palpável.
»
A CASA QUIETA por RODRIGO GUEDES DE CARVALHO - Editora Dom Quixote, 2005, p179
30.12.14
26.12.14
23.12.14
22.12.14
Capital - Fundo de Poupança
«
O CAPITAL QUE ACUMULAMOS EM INVESTIMENTOS CULTURAIS QUE FAZEMOS, EM NOSSO NOME, AO LONGO DA VIDA, É TALVEZ O ÚNICO INABALÁVEL FUNDO DE POUPANÇA DOS NOSSOS DIAS.
O CAPITAL QUE ACUMULAMOS EM INVESTIMENTOS CULTURAIS QUE FAZEMOS, EM NOSSO NOME, AO LONGO DA VIDA, É TALVEZ O ÚNICO INABALÁVEL FUNDO DE POUPANÇA DOS NOSSOS DIAS.
Nesse investimento, não estamos a munir-nos de meros instrumentos sociais do tipo imediato, também não podemos exibi-los como sinais exteriores de riqueza nem como gadgets da moda ocasional. É que não estamos a fazer um investimento palpável mas a estabelecer fundações para o futuro a longo prazo. Estamos a preparar o nosso sentir. E se podemos ser movidos por razões teóricas e por razões práticas nas nossas formas de agir, é todavia no momento de sentir que nos fica o somatório do conhecimento e da acção, aliado com a alfabetização emocional que nos conferimos dia a dia, vendo-se o resultado na emergência de uma verdade que para nós será o categórico sólido das nossas escolhas. Somos seres humanos melhores quando o nosso sentir é mais completo. E conferir arte aos nossos sentimentos é sempre elevar a fasquia da nossa felicidade.
»
»
Excerto do artigo "UM PASSEIO PELOS JARDINS DO MUNDO EM TEMPOS DE MUDANÇA" de ALEXANDRE HONRADO, publicado na revista Artes & Leilões DEZ.08
19.12.14
Louca Loba
"Quando lhe aflige a escuridão da casa, acende velas ou queima fósforos. Inventa saídas à rua mesmo que chova, vente ou esteja frio. Por vezes - ao acordar - pensa nos cegos, que não vêem nunca, nos que não distinguem cores, sombras, formas, padrões, figuras... Que tónico os anima e alegra?
Vozes?
Aves?
Perfumes?
Texturas?
Abraços?
Mãos dadas?
Confiança "cega"?
Aves?
Perfumes?
Texturas?
Abraços?
Mãos dadas?
Confiança "cega"?
Que direito tem de se sentir louca loba na busca de calor, fogo, luz, se para tantas vidas nesta História só existe(iu) escuridão?"
18.12.14
'Dia Internacional dos Migrantes'
Um exemplo entre muitos...
THE SHOE SELLER/ VENDEDOR DE SAPATOS por NÍDIA NAIR, Editora Textiverso, 2014, pp 8-9
16.12.14
'Delfina'
«
Olhar para o mundo é tudo o que lhe resta. A natureza é sustentável, perfeita. Quando todos partem, há uma sombra esperando por ti. Quando não tens um poiso, há um morro, dunas, um tronco morto à beira do caminho esperando por ti. Uma paisagem bela no horizonte para preencher o vazio. Mesmo que haja fogo no peito há chuva, há vento, há orvalho para arrefecer a dor e acalmar a fervura. Quando o coração penetra nas trevas tenebrosas há sol, há lua, há estrelas no céu para acender a vela da esperança. A natureza está repleta de sons e poemas que te preenchem os ouvidos desertos de palavras de amor.
(...)
O deserto faz ouvir com nitidez todos os sons do teu corpo. E recorda-te que existes. Que és carne, és cinza, poeira, e como os ventos também passas. Ensina cada um a sentir a sua própria presença e a valorizar uma gota de água. Longe da vegetação, o deserto espelha a tua consciência. E te obriga ao confronto com a tua própria imagem até ao diálogo e à reconciliação. O deserto te faz compreender que a vida é uma tempestade de areia, uma nuvem no alto que vagueia, que passa, que chove e desaparece. Mostra que de nada vale estar rodeado de multidões porque a dor é solitária, íntima e surda.
»
Olhar para o mundo é tudo o que lhe resta. A natureza é sustentável, perfeita. Quando todos partem, há uma sombra esperando por ti. Quando não tens um poiso, há um morro, dunas, um tronco morto à beira do caminho esperando por ti. Uma paisagem bela no horizonte para preencher o vazio. Mesmo que haja fogo no peito há chuva, há vento, há orvalho para arrefecer a dor e acalmar a fervura. Quando o coração penetra nas trevas tenebrosas há sol, há lua, há estrelas no céu para acender a vela da esperança. A natureza está repleta de sons e poemas que te preenchem os ouvidos desertos de palavras de amor.
(...)
O deserto faz ouvir com nitidez todos os sons do teu corpo. E recorda-te que existes. Que és carne, és cinza, poeira, e como os ventos também passas. Ensina cada um a sentir a sua própria presença e a valorizar uma gota de água. Longe da vegetação, o deserto espelha a tua consciência. E te obriga ao confronto com a tua própria imagem até ao diálogo e à reconciliação. O deserto te faz compreender que a vida é uma tempestade de areia, uma nuvem no alto que vagueia, que passa, que chove e desaparece. Mostra que de nada vale estar rodeado de multidões porque a dor é solitária, íntima e surda.
»
O ALEGRE CANTO DA PERDIZ por Paulina Chiziane - Editorial Caminho, 2008, pp 293-294





