8.8.19
6.8.19
6.7.19
«E então?...
...Em que é que trabalhas? O que é que tens feito?...»
Entre outras tarefas,
esta semana "fiz isto":
(desenho original ano 2010)
5.6.19
cadernos e caderninhos
Comprei uma caixa grande para nela tentar reunir os meus muitos e variados cadernos de grafias, mas nestes processos de organização é difícil resistir à leitura, à viagem pelo passado.
Admito que significativa parte deste "diálogo" só tem valor para mim, no entanto, alguns apontamentos são mais abrangentes.
Por exemplo, do dia 30 de Julho de 2002:
«
Estamos sempre a chatear-nos com as crianças e na verdade estamos sempre a condicionar a energia e liberdade que lhes é tão característica.
Não corras dentro de casa.
Não jogues aqui.
Cuidado que partes isso.
Não desarrumes as coisas.
Cuidado com as escadas.
Não te chegues à varanda.
Na verdade talvez desejássemos "amarrá-los". Mas não, precisamos de os libertar. Para tal precisam de espaço, precisam de mexer, "bisbilhotar" para aprender e conhecer.
Acho que os espaços que habitamos são um real condicionamento para as crianças, não são criados a pensar nelas.
O que fazer?
Projectar espaços amplos (exteriores?) onde possam jogar e libertar energias, deixando reservada a casa, a escola, a biblioteca, para as actividades mentais e actividades básicas (higiene, alimentação, repouso...)?
Será que projectamos espaços que enclausuram "a criança que há em todos nós"? Será que concentramos as nossas vidas num domínio mental, desligado da experiência corpórea e aprendizagem sensorial?
Somos humanos engaiolados?
»
28.5.19
linhas e cores de Maio...
...sobre fotocópias de originais realizados em 2014
para o Concurso de Ilustração Infantil Trofa - Prémio Matilde Rosa Araújo...
...sobre tule e papel justapostos...
...num detalhe de proposta para painel...
(a aguardar resultado do concurso convite)
Museu Escolar
No contexto celebrativo do Dia Internacional dos Museus (18 de Maio), aconteceram duas oficinas de sensibilização patrimonial no Museu Escolar de Marrazes com alunos do 3º ciclo (Escola Secundária Afonso Lopes Vieira e Escola Básica 2/3 Marrazes).
Falámos de museus, escolas, espólios, conservação, serviços educativos, comunidade... herança do passado em continuidade para o futuro.
E convidámos os alunos a criarem "espólio" (jogos da memória) para outros públicos e instituições. Corresponderam com criatividade e boa disposição e depois ofereceram: pessoalmente ou via CTT.
14 Maio - ESALV
15 Maio - EB23M
Excelente!
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13.5.19
4.4.19
«Vinde...»
Chegou ao seu destino o meu mais recente trabalho de pintura.
Refeitório do Seminário Diocesano de Leiria
Talvez nunca tenha sido só meu.
Talvez seja nosso desde que surgiu o convite para o conceber...
e a cada momento em que alguém se envolveu para a sua concretização.
Foram muitas horas solitárias de composição criativa, cuja recompensa acontece no cumprimento do destino. Ou seja, quando a pintura passa a ser vossa, dos sentidos que a hão-de captar e saborear.
O tema é muito mais do que (eu) (o trabalho) possa expressar.
Esta é apenas uma proposta de caminho, um humilde recordar do Seu convite.
«Vinde, tomai todos... Fazei isto em memória de Mim»
(tintas acrílicas sobre aglomerados de cortiça, 1.80x1.12m)
26.1.19
17.11.18
1.11.18
17.10.18
"o encanto das situações abertas"
Quando eu era criança, a minha avó Shlomit explicou-me a diferença entre judeu e cristão: «os cristãos», disse, «acreditam que o Messias já veio uma vez ao mundo, e que um dia voltará. Nós os judeus», acrescentou, «acreditamos que o Messias ainda não veio, mas que virá um dia. Esta divergência», reflectiu a avó em voz alta, «trouxe ao mundo tanto ódio e ira, perseguição dos judeus, inquisição, pogroms, assassínios de massa. E afinal, para quê?», perguntou ela. «Porque é que não nos pomos de acordo, todos, judeus e cristãos, e esperamos pacientemente para ver o que acontece? Se o Messias vier um dia e disser: "Há muito que não nos vimos, mas estou muito contente de voltar a ver-vos" - os judeus terão de reconhecer o seu erro. Mas se o Messias vier e disser: "How do you do? Tenho muito prazer em conhecer-vos", o mundo cristão todo terá de pedir desculpa aos judeus. Até lá», concluiu a avó, «até à vinda do Messias, porque não havemos de viver e deixar os outros viverem?»
Sim, a avó Shlomit estava de facto vacinada contra pelo menos alguns tipos de fanatismo. Conhecia o segredo de viver numa situação aberta e talvez até apreciasse o encanto das situações abertas, o prazer da variedade e a riqueza que nos reserva uma vida rodeada de pessoas diferentes de nós que têm crenças diferentes das nossas e costumes totalmente diferentes.
Amos Oz in "Caros Fanáticos", Publicações D. Quixote, Setembro 2018, pp 48-49
«A vida não é branco ou preto» - Nair Out'2018






