« XLIII Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto, Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão. A ave passa e esquece, e assim deve ser. O animal, onde já não está e por isso de nada serve, Mostra que já esteve, o que não serve para nada. A recordação é uma traição à Natureza, Porque a Natureza de ontem não é Natureza. O que foi não é nada, e lembrar é não ver. Passa, ave, passa, e ensina-me a passar! » poema de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa heterónimo)
Mesmo sem ti - o nosso «Vendedor de Sapatos» - as viagens continuam. Não tenho uma carrinha branca mas as duas rodas ciclomotoras também me levam por muuuuiiitos quilómetros. A história desperta afectos e renova brincadeiras com atacadores, chinelos e bolas de ping-pong... Das caixas revelam-se surpresas com diversas formas, cores e tamanhos... O livro é fininho mas partindo dele há muito para conversar. E que bom foi hoje na Escola Básica da Coucinheira!
Ontem levei o «Chico, construtor de sonhos» (autoria de Filomena Carvalho) a uma das salas do Centro Escolar de Alvaiázere. A sessão foi um presente para o José e seus amigos em celebração do 6º aniversário de nascimento! Este Chico construtor de sonhos - explorador e aventureiro - é também construtor - zelador - de amizades e não deixa escapar as ocasiões que tecem cumplicidades entre as pessoas. Escolhi esta história a pensar no José mas percebo que ela também "fala" da Rita... A Rita é a mãe do José e a amiga mais cúmplice na minha infância escolar. Quando agora voltamos a estar juntas - ainda que pontualmente - percebo que ela está sempre "em campo de missão" zelando por todos os que a procuram.
Acredito que a fórmula da amizade continuará a multiplicar boas vivências!