19.8.12

pautas de música



...e (outras) composições cromáticas:







 












 
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5.8.12

território de liberdade



Último parágrafo de um artigo (jornalista Ana Soromenho, revista REVISTA do semanário EXPRESSO de 4/AGO/12) sobre Dulce Maria Cardoso, o seu livro «O Retorno» e a participação na Feira Literária de Paraty:


«Na FLIP, fui a uma favela falar com adolescentes. Disse-lhes que, para quem tem vidas muito duras, escrever e ler pode salvar. O nosso território não é a família ou o país. É a nossa cabeça. Nós pertencemos aos nossos pensamentos.»


26.7.12

abrigo


O telhado da casa "abriga" - desde sempre - ninhos de pardais: quem ocupar a torre (sótão) ouvi-los-á dia e noite.
É frequente encontrarmos nas escadas ou varanda aves bébés caídas do ninho, já sem vida.


Num final de manhã em que regressava dos ateliês «Voos Encantados» vi um pequenote
e enquanto pensava "mais um aventureiro que não resistiu" peguei-lhe para o colocar nas ervas. Foi quando percebi que levemente se movia, respirava, (sobre)vivia.

O que fazer?
Os ninhos não são visíveis nem acessíveis...
Na casa estou de passagem, não posso adoptá-lo...
No quintal é alvo fácil a predadores...

Sento-me.
Sinto-o.
Olho-o.
Admiro-o.
Pequena e ofegante vida, na minha mão (impotente).
Procuro a câmara, fotografo, registo-o.
Admiro-o.
Sinto-o.

Decido improvisar um ninho juntando folhas secas numa pia de pedra, à sombra das escadas. Olho, vigio.

Pouco convicta - apesar do empenho no melhor que me ocorrerra - entro em casa.

Mais tarde volto.
As folhas estão mexidas. O ninho está desabitado. Não encontro pistas próximas.
Presumo o que tenha acontecido mas ficarei sempre sem certeza.

Apenas fotografia.
Instante de vida, no "abrigo" da mão.








20.7.12

Union

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http://soundcloud.com/iamsaitam/saitam-union

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Specially for my friend Britta :) if she comes here to visit me!

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24.6.12

"Pensei que fosse fácil"


Letra e Música de Valter Lobo (um dos Novos Talentos FNAC 2012)


Eu pensei que fosse fácil
mas estava tão longe
o que eu idealizava...


Os meus planos eram claros
mas perderam-se na noite
a mão que segurava me empurrou...


Eu pensei que fosse fácil
bastava acreditar
mas arde à vontade...


O farol que iluminava
as pedras no caminho
alguém que me esperava...


Eu pensei que fosse fácil
mas tens que me ajudar
meu coração é frágil e tarda em levantar...


Eu pensei que fosse fácil
sem mal sem dor nem fel
um laço apertado um barco de papel...



- - - - -


] NÃO É FÁCIL MAS HÁ QUE ACREDITAR:
DE UM EMPURRÃO PODEM SURGIR NOVAS PERSPECTIVAS! [


23.4.12

Dia Mundial do Livro




Muitos, muitos e bons voos literários!
Que seria de nós sem "essas" asas...

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10.4.12

Chove


'Pensar' é o que nos distingue - segundo pressupostos gerais - dos demais seres vivos.
Ter consciência e optar - conforme limites contextuais - em função dessa consciência. Escolher, ponderar, analisar hierarquias de
valores.

'Pensar'. É o que nos distingue.
Será?
Não lutamos mais pela sobrevivência do que essencialmente pela vivência?
Ter abrigo, alimento, energia para aguentar adversidades - naturais ou artificiais.
Para isso um trabalho, um bem de troca que assegure lugar, alimento, protecção.
Até lá, crescer, aprender um ofício, ganhar autonomia física e financeira.
...
E quando isso não é alcançável? Porque o meio é sub ou sobre desenvolvido numa selva hostil, competitiva, balizada por lucro, dinheiro, bens materiais?

O que fazemos, então?
O que somos, então?
O que nos distingue, afinal?


Se o esforço não gera os resultados esperados - que garantam o mínimo essencial -, o que fazer? Desistir? Persistir?
Como? Recomeçando? Redireccionando? Iludindo o tempo?

Tento criar, tento aprender, viajo pelas palavras, caminho, procuro, saboreio, espero (e às vezes desespero), esperamos...
Estou aqui. Sou aqui. Se agora terminasse a existência - como a conhecemos - quem tinha sido? Que sentido? Que continuidade? Que energia transformada?

Tantas interrogações e tão voláteis respostas...


Querer sentir que faz sentido.
Que há amor na procura.
Que não somos sós. Que forças motrizes nos impelem, chamam, animam, convidam!
Que de tudo, de toda a circunstância, em todas as vidas, há potencial de criação, germinação, transferência, testemunho,
contágio, pontes de afecto, fortalecimento.

Pensar. Estar. Ser. Presentear. Acolher.
Onde e quando não são os advérbios mais pertinentes...


Se outra vida houver, acredito (desejo?) que não conhecerá limites de espaço ou tempo.
Ínfimo e Infinito serão (são?) o mesmo. Existência una.


(...)
Chove.
Outras vezes há sol.
Há dia e há noite. Ciclos.
Todo o universo é orbital.

=)

2.4.12

Dia Internacional do Livro Infantil








Miguel
Carmen
Pedro
Carolina
Ariana
Guilherme
...

não são personagens de um livro.
...
...
São crianças reais na estória de mim,
dos meus amigos!!


=)





28.2.12

Caixas...



"Veio ter comigo" guardando um par de sapatilhas, mas depois de uma intervenção ganhou "estatuto" de caixa mistério... para amantes aventurosos de Tintim!





27.2.12

Ensaios Literários


Procurar Liberdade (Igualdade?) implica aprofundar as etapas de Humilhação e Glória vivenciadas por outros indivíduos.

Felizmente!, tenho a liberdade de (na) Leitura e escolha da mesma.

Assim, deixo também a sugestão a quem procurar...

30.12.11

Re

...

Nascer,
é a segunda etapa de uma história de Amor.


Esperança,
pode ser o alimento que fortalece o Crescer, a descoberta dos passos seguintes.

...


10.12.11

O Conto da Ilha Desconhecida


«
Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter,
ter deve ser a pior maneira de gostar.
»

José Saramago

4.8.11

outra dádiva


*.*




(sem grande perícia na colagem das fotografias ;))

6.7.11

uma dádiva



Escutar o amanhecer da montanha,
abrir os olhos,
e ser assim presenteada...





( 06h2... )




30.6.11

" "





24.6.11

Quem procurar por mim...


...até ao final de Julho, saiba que estarei por "ali"

=]

e continuarei contactável...

7.6.11

11.5.11

rastos fotográficos...


... de "acidentes" caseiros :)






19.4.11

«Idade Dourada»


Hoje é data feliz na vida de um amigo :)

Espero que se sinta surpreendido com o presente que a sua família especialmente "encomendou" em comemoração da sua caminhada...





Parabéns, Manuel!

Obrigada Ana Paula pelo voto de confiança :)


 

25.3.11

mudanças


Mês de Março quase, quase a terminar e eu sem nada 'grafitar' por aqui...

Mudanças deixam-me assim:
sob esta sensação nómada.

Até breve,
prometo!

25.2.11

Sábado de Carnaval



Tarde para descobrir outras Artes noutros recantos de Lisboa...



Haja sol e boa disposição!!


13.2.11

teste


desenho

picotagem

impressão
1
2
3











6.2.11

«A mudança da pele»



Às vezes apetece-me começar a viver uma outra vida,
com outro rosto, outra morada, outra identidade,
sem contudo deixar de ser eu, sempre e só eu,
e acreditem que gostava de ficar sentado numa esplanada,
numa cadeira branca de palhinha, a ver-me ser outro
sem deixar de ser eu, com os mesmos tiques,
com a mesma exaltada paixão pelo timbre da palavra,
com o mesmo vício dos livros, que é o único
que verdadeiramente tenho e que me custa os olhos da cara.
Mas é impossível, paciência. Resta-me a transfiguração
naquilo que escrevo, compulsivamente, como um asmático
a tentar libertar-se do ar que lhe oprime o peito.
E para dizer a verdade, que é coisa que a poesia
não tem necessariamente que dizer, não sei ao certo
o que poderia ser se chegasse a ser outro.
O que faria eu sem outra identidade? Seria astronauta,
veterinário por amor aos bichos, corretor de bolsa
transformado em pintor impressionista como o meu querido
Gauguin, cinzelador de metais raros e preciosos,
ourives de corte, cronista das tragédias sociais?
Creio que nenhuma das hipóteses me agradaria
e voltaria a ser aquilo que sempre fui,
heterónimo de mim mesmo, a fugir de mim aos ziguezagues,
cobra largando a pele dos ódios e dos medos
sem se importar com a estação em que a mudança se opera
(e para que a rima não falte), seja ela Inverno ou Primavera.

José Jorge Letria, em «Produto Interno Lírico»