1.7.10

Vestígios Extracontinentais


Três anos depois,
a re-exposição de «Fotografias Tridimensionadas com Objectos».

Desta vez, numa das belas ilhas Atlânticas que justifica o título e confirma a motivação!!

Em dinâmica com as crianças e jovens - aprofundando sentidos e olhares -
decorrerão as actividades de expressão plástica «Segredos de mar, em redes de papel».

Outras pistas >>>

26.6.10

lado positivo


ILHA DA COVA DA MOURA
um filme de Rui Simões



«....quis focar o lado positivo do bairro, dos seus habitantes...»

«...a Natureza Humana é um factor Universal, permite-nos falar de Igualdade...»

«...através da Cultura encontramos a pessoa no seu esplendor...»




VI Jornada da Pastoral da Cultura - 'Elogio da Igualdade' - 25.06.2010


15.6.10

sobre Arte


Citando José Régio no seu ensaio «Em Torno da Expressão Artística», da série Cadernos Culturais publicado por Editorial Inquérito em 1940 (2ª edição).

«
Ora com esse poder de aprofundar a natureza, a vida, a humanidade, a realidade, e se elevar sobre elas; com esse dom de entrar à intimidade dos seres ou coisas e lhes sobrepairar; com essa regalia (ilusória ou não) de simultâneos mergulho e voo; com o seu segredo, em suma, dos jogos de sombra e luz de tudo - se relacionam a moralidade intrínseca da arte e o complexo prazer que nos dá, a serenidade a que, a despeito de tudo, nos convida a certo halo de beleza final (tão pouco definível) com que alarga tudo o que toca...
Se inútil é isto que a arte oferece aos homens, se a forma de conhecimento e contemplação que a arte implica ou propaga é inútil, - legítimo é falar da inutilidade da arte: porque exigir-lhe outra moralidade; pedir-lhe manifestações de qualquer beleza que não passe de concepção demasiado particular; buscar nela um prazer, ou prazeres, que não pode fornecer; esperar dela uma tranquilidade fisiológica ou intelectual demasiado superficial e humana a par da serenidade que insinua aos que a amam, - é colocar-se perante a arte na mesma pobre atitude dos que, impotentes a compreenderem-na, impotentemente a procuram torcer a fins que são deles... não dela.
»



 

12.6.10

'Delfina e António'






Teriam nove, dez anos quando vos conheci.
Crianças 'chefe de família'.
Cuidavam o melhor que sabiam dos vossos irmãos mais novos e da palhota, distante da escola.
Vosso pai, nonagenário!, partia cedo para a machamba e pelo que sabíamos era rígido quanto aos alimentos (escassos) que vos deixava.

Cinco crianças orfãs de mãe, orfãs de muito...

Quero acreditar que no quotidiano das vossas vidas também há (houve) tempo para brincadeiras e risos, para o encanto com a Natureza envolvente.
Quero acreditar que existem resistentes sementes em germinação!



8.6.10

4.6.10

instante


Retirei da parede que fica frente ao estirador algumas pinturas que irão integrar uma exposição.
Ficaram três pequenos pregos perdidos na parede branca...
Senti um vazio, uma despedida, a nudez.

Olhei.
Acolhi e guardei o momento.

...

Agora, outras pinturas ocupam o espaço: há uma 'nova' paisagem para além do estirador.

1.6.10

'Dia Mundial da Criança'


Todo o Ser Humano tem direito a ser eterna Criança:
na alegria, no prazer das descobertas e aprendizagens, em crescimento sempre renovado!

Para dias especiais - todos os dias, portanto :) - fica a sugestão de leitura:

«Onda» de Suzy Lee, editora Gatafunho


(no infindável ciberespaço também é possível encontrá-lo num pequeno vídeo de apresentação)

25.5.10

'Bab Sebta'

(em árabe significa 'A Porta de Ceuta')

É um filme documentário que não precisa das minhas palavras, pois a essência do mesmo está nas Pessoas que através dele dão testemunho das suas Vidas.

(exibição no âmbito da comemoração do 'Dia de África' com organização da Associação Amigrante)


22.5.10

assinaturas e datas


Quase sempre assino e dato os meus trabalhos, mas como nem sempre o registo é evidente há até quem pergunte ou exclame: "porque não assinaste??!"  :]

Quanto à data, normalmente aponto o ano, ou mês e ano, em abreviatura.
Excepcionalmente também o dia, mas nesses casos fica quase sempre no verso do trabalho. Como registo mais intimista que depois me transporta no tempo, que contextualiza e quase recria as emoções então vividas...

Ontem, digitalizando um desenho desta semana, deparei-me com outro de há um ano atrás (acho alguma piada a estas coincidências).

Nestes é uma coincidência apenas de calendário, pois enquanto um foi em emoção revoltada perante situação de intransigente silêncio quase 'exclusão', o de agora é prazer de cores, de texturas, de contacto entre pastel e papel... numa tarde de abundante luz e calor solar!

Assim,
sem mais,
sem títulos...








Nair (em 20.05.09 e 21.05.10)



9.5.10

2.5.10

'Dia da Mãe'


Mães...
mãos que aconchegam e amparam,
que segredam confiança às 'suas' sementes,
libertando-as como pétalas esvoaçantes para o mundo!


23.4.10

'Dia Mundial do Livro'


Livro,
caixa de surpresas,
janela fantástica revelando mundos...














































17.4.10

insectos



Calor e chuva trazem até nós mais insectos,
MEGA insectos!!

Felizmente estava do lado de lá do vidro da janela :]





16.4.10

?!


Se na rua alguém te oferecer flores...
pode ser um bonito gesto de amizade :]



























Obrigada Rita!

11.4.10

para ti

Procurei um poema que diluisse o longo e pesado silêncio...
Procurei palavras ao que talvez não seja dizível...
E apesar desta colheita sem frutos,
sei que Serenidade Feliz é vivência sincera que para ti desejo.


1.4.10

atitude


A B R I L
soltemos as letras,
troquemos a ordem de presença,
acrescentemos mais algumas
e renovemos o significado
L I B E R D A D E

23.3.10

alguma dose de adrenalina

Recordo e revivo as sensações despertadas durante viagens ciclomotoras na nossa Estrada Nacional 1 (actual IC2).
Os quatro rodas passam velozes e desaparecem no horizonte, enquanto os gigantes de muitas cargas se aproximam assustadoramente rolando os seus incontáveis pneus!!
Mas tenho vantagens:
assim que me ultrapassam, tomo o impulso das correntes de ar e gozo os breves segundos em que o mostrador aponta 70km por hora ;)


Felizmente, há cerca de cinco anos, fizeram-se algumas obras que alteraram significativamente as condições de circulação para maior segurança de todos os veículos.

21.3.10

comemorações

Toda a árvore é um poema,
lavrado por correntes de seiva.


Ininterrupto teatro vivente explorado em quatro estações...

6.3.10

arco íris


«
Este será o sinal da aliança que eu vou estabelecer entre mim e vocês e todos os seres vivos que estão convosco, para todo o sempre.
Hei-de colocar o meu arco-íris nas nuvens e esse será o sinal de aliança entre mim e a terra.
Quando eu fizer aparecer o arco-íris nas nuvens, será para me lembrar da aliança que fiz convosco e com todos os seres vivos que existem. E assim não haverá mais nenhum dilúvio a destruir os seres vivos.
Quando o sinal aparecer nas nuvens, eu hei-de olhar para ele e hei-de recordar-me desta aliança eterna, que existe entre mim e todos os seres vivos, com tudo o que vive na terra.
»

Livro do Génesis (Gn 9, 12-16)


 


Uma aliança... ao romper da manhã :)




3.3.10

another one




Painting paper in the wall after ( another ) illusion...

 




























28.2.10

Atlântico ou Atlântida!?


Sininho e as Fadas da Ilha foram convocadas para uma festa de aniversário...




E apesar do Pico estar nevado, como há quatro anos atrás nesta mesma data, certamente não faltará magia nem o calor alegre da amizade!!





Afinal, celebrar a vida com os amigos é um dom...

:]





21.2.10

> > viagens literárias


«
Como o árabe se escreve com a mão direita e da direita para a esquerda, é preciso cuidado para a mão não passar sobre a linha escrita de fresco. Na realidade, a mão, tal uma bailarina, deve dançar levemente sobre o pergaminho, e não pesar como um camponês com a sua charrua.
A caligrafia tem horror ao vazio. A brancura da página atrai-a, como a depressão atmosférica atrai os ventos e faz levantar a tempestade. Uma tempestade de sinais que vêm em nuvens pousar sobre a página, como aves de tinta num campo de neve.

(...)
O cinzel do escultor liberta o jovem, o atleta ou o cavalo do bloco de mármore. Da mesma forma, os sinais são todos prisioneiros da tinta e do tinteiro. O cálamo liberta-os e deixa-os sobre a página. A caligrafia é libertação.
»

Michel Tournier, "A Gota de Ouro"


14.2.10

algo mais

«
O amor verdadeiro é o prazer que nos dá o prazer do outro, a alegria que nasce em mim do espectáculo da sua alegria, a felicidade que sinto por sabê-lo feliz.
Prazer do prazer, alegria da alegria, felicidade da felicidade, é isto o amor, nada mais.
»

Michel Tournier, "Gaspar, Belchior & Baltasar"