8.6.10
4.6.10
instante
Retirei da parede que fica frente ao estirador algumas pinturas que irão integrar uma exposição.
Ficaram três pequenos pregos perdidos na parede branca...
Senti um vazio, uma despedida, a nudez.
Olhei.
Acolhi e guardei o momento.
...
Agora, outras pinturas ocupam o espaço: há uma 'nova' paisagem para além do estirador.
1.6.10
'Dia Mundial da Criança'
Todo o Ser Humano tem direito a ser eterna Criança:
na alegria, no prazer das descobertas e aprendizagens, em crescimento sempre renovado!
Para dias especiais - todos os dias, portanto :) - fica a sugestão de leitura:
«Onda» de Suzy Lee, editora Gatafunho
(no infindável ciberespaço também é possível encontrá-lo num pequeno vídeo de apresentação)
25.5.10
'Bab Sebta'
(em árabe significa 'A Porta de Ceuta')
É um filme documentário que não precisa das minhas palavras, pois a essência do mesmo está nas Pessoas que através dele dão testemunho das suas Vidas.
(exibição no âmbito da comemoração do 'Dia de África' com organização da Associação Amigrante)
É um filme documentário que não precisa das minhas palavras, pois a essência do mesmo está nas Pessoas que através dele dão testemunho das suas Vidas.
(exibição no âmbito da comemoração do 'Dia de África' com organização da Associação Amigrante)
22.5.10
assinaturas e datas
Quase sempre assino e dato os meus trabalhos, mas como nem sempre o registo é evidente há até quem pergunte ou exclame: "porque não assinaste??!" :]
Quanto à data, normalmente aponto o ano, ou mês e ano, em abreviatura.
Excepcionalmente também o dia, mas nesses casos fica quase sempre no verso do trabalho. Como registo mais intimista que depois me transporta no tempo, que contextualiza e quase recria as emoções então vividas...
Ontem, digitalizando um desenho desta semana, deparei-me com outro de há um ano atrás (acho alguma piada a estas coincidências).
Nestes é uma coincidência apenas de calendário, pois enquanto um foi em emoção revoltada perante situação de intransigente silêncio quase 'exclusão', o de agora é prazer de cores, de texturas, de contacto entre pastel e papel... numa tarde de abundante luz e calor solar!
Assim,
sem mais,
sem títulos...
Nair (em 20.05.09 e 21.05.10)
18.5.10
9.5.10
2.5.10
'Dia da Mãe'
Mães...
mãos que aconchegam e amparam,
que segredam confiança às 'suas' sementes,
libertando-as como pétalas esvoaçantes para o mundo!
23.4.10
17.4.10
insectos
Calor e chuva trazem até nós mais insectos,
MEGA insectos!!
Felizmente estava do lado de lá do vidro da janela :]
16.4.10
11.4.10
para ti
Procurei um poema que diluisse o longo e pesado silêncio...
Procurei palavras ao que talvez não seja dizível...
E apesar desta colheita sem frutos,
sei que Serenidade Feliz é vivência sincera que para ti desejo.
1.4.10
atitude
A B R I L
soltemos as letras,
troquemos a ordem de presença,
acrescentemos mais algumas
e renovemos o significado
L I B E R D A D E
23.3.10
alguma dose de adrenalina
Recordo e revivo as sensações despertadas durante viagens ciclomotoras na nossa Estrada Nacional 1 (actual IC2).
Os quatro rodas passam velozes e desaparecem no horizonte, enquanto os gigantes de muitas cargas se aproximam assustadoramente rolando os seus incontáveis pneus!!Mas tenho vantagens:
assim que me ultrapassam, tomo o impulso das correntes de ar e gozo os breves segundos em que o mostrador aponta 70km por hora ;)
Felizmente, há cerca de cinco anos, fizeram-se algumas obras que alteraram significativamente as condições de circulação para maior segurança de todos os veículos.
21.3.10
comemorações
Toda a árvore é um poema,
lavrado por correntes de seiva.
Ininterrupto teatro vivente explorado em quatro estações...
6.3.10
arco íris
«
Este será o sinal da aliança que eu vou estabelecer entre mim e vocês e todos os seres vivos que estão convosco, para todo o sempre.
Hei-de colocar o meu arco-íris nas nuvens e esse será o sinal de aliança entre mim e a terra.
Quando eu fizer aparecer o arco-íris nas nuvens, será para me lembrar da aliança que fiz convosco e com todos os seres vivos que existem. E assim não haverá mais nenhum dilúvio a destruir os seres vivos.
Quando o sinal aparecer nas nuvens, eu hei-de olhar para ele e hei-de recordar-me desta aliança eterna, que existe entre mim e todos os seres vivos, com tudo o que vive na terra.
»
Livro do Génesis (Gn 9, 12-16)

Uma aliança... ao romper da manhã :)
3.3.10
28.2.10
Atlântico ou Atlântida!?
Sininho e as Fadas da Ilha foram convocadas para uma festa de aniversário...
Afinal, celebrar a vida com os amigos é um dom...
:]
21.2.10
> > viagens literárias
«
Como o árabe se escreve com a mão direita e da direita para a esquerda, é preciso cuidado para a mão não passar sobre a linha escrita de fresco. Na realidade, a mão, tal uma bailarina, deve dançar levemente sobre o pergaminho, e não pesar como um camponês com a sua charrua.
A caligrafia tem horror ao vazio. A brancura da página atrai-a, como a depressão atmosférica atrai os ventos e faz levantar a tempestade. Uma tempestade de sinais que vêm em nuvens pousar sobre a página, como aves de tinta num campo de neve.
(...)
O cinzel do escultor liberta o jovem, o atleta ou o cavalo do bloco de mármore. Da mesma forma, os sinais são todos prisioneiros da tinta e do tinteiro. O cálamo liberta-os e deixa-os sobre a página. A caligrafia é libertação.
»
Michel Tournier, "A Gota de Ouro"
14.2.10
algo mais
«
O amor verdadeiro é o prazer que nos dá o prazer do outro, a alegria que nasce em mim do espectáculo da sua alegria, a felicidade que sinto por sabê-lo feliz.
Prazer do prazer, alegria da alegria, felicidade da felicidade, é isto o amor, nada mais.
»
Michel Tournier, "Gaspar, Belchior & Baltasar"
13.2.10
viagens literárias
«
- É pena não teres mais tempo - concluí eu.
Então, voltou ainda às suas perguntas desconcertantes.
- O que é o tempo? - perguntou ele.
- Bem, o tempo... é este espaço em que estamos aqui, esta hora...
- É estarmos um com o outro, queres tu dizer?!
- É isso! - acrescentei eu. - É estarmos presentes.
- Então o tempo é a presença... E eu tenho urgência de estar presente com o meu amigo!
»
Jorge Cabral dos Santos, "Encontrei o Principezinho - Carta a Saint Exupéry"
- -
«
Os preparativos da nossa partida agiram sobre mim como uma cura de juventude e força.
O poeta disse-o: a água que estagna imóvel e sem vida torna-se salobra e lamacenta.
Ao contrário, a água viva e cantante permanece pura e límpida. Assim, a alma do homem sedentário é um vaso onde fermentam agravos indefinidamente remoídos. Da do viajante jorram em torrente ideias novas e acções imprevistas.
»
Michel Tournier, "Gaspar, Belchior & Baltasar"
e ainda...




