2.5.10

'Dia da Mãe'


Mães...
mãos que aconchegam e amparam,
que segredam confiança às 'suas' sementes,
libertando-as como pétalas esvoaçantes para o mundo!


23.4.10

'Dia Mundial do Livro'


Livro,
caixa de surpresas,
janela fantástica revelando mundos...














































17.4.10

insectos



Calor e chuva trazem até nós mais insectos,
MEGA insectos!!

Felizmente estava do lado de lá do vidro da janela :]





16.4.10

?!


Se na rua alguém te oferecer flores...
pode ser um bonito gesto de amizade :]



























Obrigada Rita!

11.4.10

para ti

Procurei um poema que diluisse o longo e pesado silêncio...
Procurei palavras ao que talvez não seja dizível...
E apesar desta colheita sem frutos,
sei que Serenidade Feliz é vivência sincera que para ti desejo.


1.4.10

atitude


A B R I L
soltemos as letras,
troquemos a ordem de presença,
acrescentemos mais algumas
e renovemos o significado
L I B E R D A D E

23.3.10

alguma dose de adrenalina

Recordo e revivo as sensações despertadas durante viagens ciclomotoras na nossa Estrada Nacional 1 (actual IC2).
Os quatro rodas passam velozes e desaparecem no horizonte, enquanto os gigantes de muitas cargas se aproximam assustadoramente rolando os seus incontáveis pneus!!
Mas tenho vantagens:
assim que me ultrapassam, tomo o impulso das correntes de ar e gozo os breves segundos em que o mostrador aponta 70km por hora ;)


Felizmente, há cerca de cinco anos, fizeram-se algumas obras que alteraram significativamente as condições de circulação para maior segurança de todos os veículos.

21.3.10

comemorações

Toda a árvore é um poema,
lavrado por correntes de seiva.


Ininterrupto teatro vivente explorado em quatro estações...

6.3.10

arco íris


«
Este será o sinal da aliança que eu vou estabelecer entre mim e vocês e todos os seres vivos que estão convosco, para todo o sempre.
Hei-de colocar o meu arco-íris nas nuvens e esse será o sinal de aliança entre mim e a terra.
Quando eu fizer aparecer o arco-íris nas nuvens, será para me lembrar da aliança que fiz convosco e com todos os seres vivos que existem. E assim não haverá mais nenhum dilúvio a destruir os seres vivos.
Quando o sinal aparecer nas nuvens, eu hei-de olhar para ele e hei-de recordar-me desta aliança eterna, que existe entre mim e todos os seres vivos, com tudo o que vive na terra.
»

Livro do Génesis (Gn 9, 12-16)


 


Uma aliança... ao romper da manhã :)




3.3.10

another one




Painting paper in the wall after ( another ) illusion...

 




























28.2.10

Atlântico ou Atlântida!?


Sininho e as Fadas da Ilha foram convocadas para uma festa de aniversário...




E apesar do Pico estar nevado, como há quatro anos atrás nesta mesma data, certamente não faltará magia nem o calor alegre da amizade!!





Afinal, celebrar a vida com os amigos é um dom...

:]





21.2.10

> > viagens literárias


«
Como o árabe se escreve com a mão direita e da direita para a esquerda, é preciso cuidado para a mão não passar sobre a linha escrita de fresco. Na realidade, a mão, tal uma bailarina, deve dançar levemente sobre o pergaminho, e não pesar como um camponês com a sua charrua.
A caligrafia tem horror ao vazio. A brancura da página atrai-a, como a depressão atmosférica atrai os ventos e faz levantar a tempestade. Uma tempestade de sinais que vêm em nuvens pousar sobre a página, como aves de tinta num campo de neve.

(...)
O cinzel do escultor liberta o jovem, o atleta ou o cavalo do bloco de mármore. Da mesma forma, os sinais são todos prisioneiros da tinta e do tinteiro. O cálamo liberta-os e deixa-os sobre a página. A caligrafia é libertação.
»

Michel Tournier, "A Gota de Ouro"


14.2.10

algo mais

«
O amor verdadeiro é o prazer que nos dá o prazer do outro, a alegria que nasce em mim do espectáculo da sua alegria, a felicidade que sinto por sabê-lo feliz.
Prazer do prazer, alegria da alegria, felicidade da felicidade, é isto o amor, nada mais.
»

Michel Tournier, "Gaspar, Belchior & Baltasar"

13.2.10

viagens literárias

«
- É pena não teres mais tempo - concluí eu.
Então, voltou ainda às suas perguntas desconcertantes.
- O que é o tempo? - perguntou ele.
- Bem, o tempo... é este espaço em que estamos aqui, esta hora...
- É estarmos um com o outro, queres tu dizer?!
- É isso! - acrescentei eu. - É estarmos presentes.
- Então o tempo é a presença... E eu tenho urgência de estar presente com o meu amigo!
»

Jorge Cabral dos Santos,  "Encontrei o Principezinho - Carta a Saint Exupéry"

- -

«
Os preparativos da nossa partida agiram sobre mim como uma cura de juventude e força.
O poeta disse-o: a água que estagna imóvel e sem vida torna-se salobra e lamacenta.
Ao contrário, a água viva e cantante permanece pura e límpida. Assim, a alma do homem sedentário é um vaso onde fermentam agravos indefinidamente remoídos. Da do viajante jorram em torrente ideias novas e acções imprevistas.
»

Michel Tournier,  "Gaspar, Belchior & Baltasar"

e ainda...


31.12.09

ser água...

...ter coragem de rio
em busca de mar...





















Nair, Dez'09

22.12.09

Sinos de Esperança

























... dlim, dlim, dlliiim ... ...

18.12.09

ritual


Acender uma vela,
redescobrir caminhos de pensamento ou emoções...










10.12.09

> >


Continuem a visitar o blog Tsuru...
As propostas são tentadoramente simpáticas :)

6.12.09

histórias sem tempo




Junto à casa de cartão 'Unicef' e sob a árvore dos babetes, as caixas de sapatos repousavam...
Esperavam a leitura do conto que despertaria a imaginação das crianças.

(...)

Desvendado o conteúdo das caixas, grande foi a agitação dessas pequenas mãos artistas!!




Os desenhos e colagens acompanharam os seus autores...
...habitam agora outras casas e árvores natalícias :)

(...)




Se ainda não visitaram o espaço anunciado por esta montra,
não percam a oportunidade! Até 23 de Dezembro * *  **

4.12.09

Deer Bazar

Um espaço criativo que invoca os sentidos para o espírito festivo de Dezembro!

Iniciativa  Tsuru  e  Vasco Baltazar ,
temporariamente 'alojados' no nº24 da Rua da Esperança,
em Santos - Lisboa.


Amanhã, sábado, também lá estarei :)

Não tenho lareira mas vou ler uma pequena história.
A imaginação dos visitantes despertará outras expressões plásticas...

1.12.09

* * * * * * *

Sob uma lua grande e luminosa, Joana acolheu Maria Luísa em seus braços.
Face a face, mãe e filha.

Junto a elas, Regina partilhava as lágrimas e os sorrisos de alegria...


Hoje,
primeiro de Dezembro, pouco depois das 17 horas,
a família cresceu!!!

:)

Dezembro

*

Nestes dias de cocktail
"chuva com pedrinhas em cama de folhas esvoaçantes"

apetece ficar em conversas amigas e histórias lidas à lareira

* **

*

11.11.09

uma revolução

Escuto pessoas 'inflamadas' dizerem que precisamos de uma revolução para mudar o país, o mundo...

Também me sinto descontente mas continuo a acreditar na arte, na criatividade.
Sou caminhante da revolução pela Arte Humana!

Utopia?!

Não será, se mantiver acessa a paixão pela vida...


10.11.09

> > > >






Máquina do Tempo, Nov '09


Não param mas são - psicológicamente - ajustáveis...


2.11.09

Ritmos


 
Sempre existiram e sempre existirão pessoas que tentam contrariar os ritmos mais alucinantes da sociedade.
Algumas opções geram sentimentos cómicos...

Serão as gargalhadas proibidas?...

:)

«
Apresentei o meu requerimento de filiação no Slow Club, uma secção do qual surgiu também na nossa cidade. Entre os dados do meu curriculum indico que ando a pé e não tenho carro nem carta. De facto, ao "desgaste da vida moderna" o clube contrapõe não remédios e bebidas à base de ervas, mas um hábito, um modo de vida completamente anacrónicos. O clube tem a sua sede numa vivenda de estilo vagamente apalaçado; não tem telefone e os quartos são mobilados num estilo que vai de Tudor ao Biedermeier. É aquecido a lenha e os jornais só chegam com alguns anos de atraso, o que ocasionou longos acordos com as várias administrações e preços particularmente desfavoráveis. O secretário que me acompanha pelos vários locais faz-me notar que o retrato mais recente é o da bela Otero e que o poeta mais jovem admitido na biblioteca é o glorioso Baffo. Na sala de leitura pode admirar-se um velho relógio alsaciano daqueles com o cuco. No bar há apenas camomila, tisana, ponches de mandarim. Os jogos consentidos são as damas, tômbola e o pato; não xadrez, que requer demasiado dinamismo intelectual. No Slow não são admitidas mulheres nem pessoas que falem muito ou que tenham preocupações de proselitismo: oficiais e padres, por exemplo.
Enquanto observo a encadernação de uma colecção da Scena Illustrata chegam aos meus ouvidos as conversas de alguns sócios. Eis as que tenho na memória.


Primeiro sócio.
- O colega Wickers, do clube de Chicago, que estuda o ritmo vital dos caracóis, dizia-me que o deles não pode ter comparação com o nosso. Se um caracol conseguisse ver na perfeição, não colheria nada de nós, mas apenas o arranque de um reactor, do qual não conseguiria distinguir movimentos e sons. Wickers enviou-nos as suas obras em velocidade retardada; e creio que daqui a dois anos poderão ser consultadas na nossa biblioteca.


Segundo sócio.

- Ontem casou-se uma pessoa da minha família. Recebereis a comunicação daqui a alguns meses. Estava noiva em (19)14, mas chegando-lhe a notícia de que seu pai tinha sido gravemente ferido na guerra, fizera a promessa a Nossa Senhora de não casar sem que primeiro tivesse acabado de bordar com as suas mãos não sei se três ou quatro centos de "casulas" para a missa. Quando o pai se curou e o noivo regressou são e salvo da guerra, a rapariga não quis deixar de cumprir o voto. Há um mês a última casula estava finalmente concluída: e assim o noivo, renovando sem saber a bela história de Isac, conseguiu levá-la ao altar depois de trinta e três anos de fiel espera.

(…)

Queria escutar mais, mas alguns rostos descorados levantavam-se das poltronas para observarem suspeitosos o desconhecido, e o cuco apareceu por seis vezes no relógio para marcar as horas (cu cu, cu cu, cu cu, cu cu, cu cu, cu cu) com uma lentidão exasperante; àquele som todos disseram: - Fez-se tarde – e levantaram-se.


- Daqui a alguns anos receberá resposta ao seu pedido – disse-me o secretário acompanhando-me. - Se não se falar muito em si, é provável que você não seja blackboulé. Já mandei vir uma carruagem para si.


De facto, diante da porta um phaeton puxado por um cavalito e conduzido por cocheiro de libré esperava-me para me levar à cidade.
»


in «A Borboleta de Dinard» de EUGENIO MONTALE, Veneza, 1956