3.2.09

Encontro..



..e equilíbrio,
entre sonhos, saberes e múltiplos intervenientes.

Da ideia à matéria..






[Alqueidão da Serra - Recuperação de Habitação Unifamiliar]

2.2.09

'Faz a Magia Voar'



Deixem passar o que há por contar:
A voz da cigarra que nunca cantou;
A luz do luar que nunca foi dia;
O sol que se pôs, de manhã, devagar.

Era uma Vez uma grande magia.
Beijava de paz tantas dores sentidas;
Brilhava, suave, asa de ave contente;
Voava ao sabor das horas perdidas.

Voa magia, e vai na miragem do Amor
Voa, magia, e volta das voltas sem dor
Voa, magia, e veste os teus sonhos de cor
Voa, magia, e vai na viagem do Amor.

Não tinha varinha mas tinha um condão:
Da vida levar ao cais dos segredos.
Tocava a varinha na noite dos medos
E o céu acordava na palma da mão.

Voa magia, e vai na miragem do Amor
Voa, magia, e volta das voltas sem dor
Voa, magia, e veste os teus sonhos de cor
Voa, magia, e vai na viagem do Amor.

..

..


Pirilampo Mágico
vozes de Maria João, Mariza e Teresa Salgueiro




31.1.09

28.1.09

. . navegação . .








[Açores, 29.08.08]





22.1.09

O Vento...



...

vai,
volta,
bravia,
acalma,
sussurra,
empurra,
sossega,
aquece,
esconde,
e volta.

Vai e volta.

É sempre ele. E nunca é igual.



4.1.09

"BARBA AZUL, PAPÃO e C.IA"

de Eric Jourdan e Paula Rego

*

Cada um a sua fantasia seguir:
Eis o segredo da vida sem fingir,
Pois o resto, sem ela, a nada nos faz ir!
Que se desprezem poder, riquezas, virtude;
A felicidade está em saber sorrir
E a alegria é o maior bem da juventude...

..

(O Príncipe Ligeiro)


*

A criança que de manhã, ao levantar,
Desgrenhada, nariz alçado, ainda a sonhar
Vai escovar os dentes,
E obediente bochechar -
Que acha que vê realmente?

Barba Azul no corredor,
Um crocodilo na banheira, espreitador;
Da chaleira e da cafeteira
Saem guerreiros em fileira
Cuja história só a noite sabe de cor...

O sonho vivo é encolhido
Se lhes dirigirem voz forte e tom subido;
Fizeram o pacto, com ele selado,
Da bela adormecida no bosque calado
E todo o dia ele finge ter morrido.

Mas mal regressa a sombra
Sob as suas pálpebras, na penumbra
Em fantásticos palácios, longe de abrigo
Eles vencem o maior perigo.
E até o medo é heróico, mesmo na tumba.

O sangue da sombra é a sua cobertura
E no belo dragão que morre e não dura,
É a doçura que lhes é revelada...
Depois a noite assim é murmurada
Com o mesmo rumor que no seu coração perdura.

(Deixem-nos em Paz!)

*



1.1.09

uma canção 'velhinha'


"

A Paz vai correndo como um rio

vai correndo de mão para mão

vai correndo p'ró deserto

libertando meu Irmão!!
"


belo
simples

..

de
mão
em
mão

como um rio..

:)


30.12.08

mar e mar ...


...




[Nair '08]

23.12.08

*


«
Soube há momentos que a Lena morreu. Morreu há já três dias.
Num hospital, numa cama sozinha, provavelmente abandonada…
E eu nem sei o que pensar, ou sentir. É estranho.

A Lena. Nem sei o seu apelido.
Tudo o que sei são lágrimas choradas, momentos de dor que ela connosco partilhou. Por vezes o entusiasmo de querer mudar, noutras o desespero de se entregar, de se render.
Eu estou melhor não estou? As pessoas dizem-me que estou com outra cara!
Sim estava. Tinha um brilho e um sorriso nos olhos…

Lembro as lágrimas, e não esquecerei as palavras…

É só mais um dia igual aos outros… vou estar sozinha… vou passar o dia a dormir… não tenho ninguém.
Um feliz Natal para a tua família e para ti…

Lembro (penso) o sofrimento, a dor, o frio, a fome, a solidão.
Lembro as últimas palavras que me disse…

Não te estou a mentir!, eu não posso mentir a ti e às tuas amigas.


Espero também não 'mentir'.
Acreditar que haverá sempre um lugar para ti,
que a tua vida não morreu, a tua existência continuará, onde e como quer que seja.

'Lena'


[ Lisboa, 2001 ]
»


Esperança
De brilho e sorrisos renascendo em todos os olhares!

Esperança, irmão,
que alguém seja abraço de Natal para ti,

onde quer que...



9.12.08

If I had the chance...


«
On the floor of Tokyo
Or down in London town to go, go
With the record selection
With the mirror reflection
I'm dancing with myself

When there's no-one else in sight
In the crowded lonely night
Well I wait so long
For my love vibration
And I'm dancing with myself

Oh dancing with myself
Oh dancing with myself
Well there's nothing to lose
And there's nothing to prove
I'll be dancing with myself

If I looked all over the world
And there's every type of girl
But your empty eyes
Seem to pass me by
Leave me dancing with myself

So let's sink another drink
'Cause it'll give me time to think
If I had the chance
I'd ask the world to dance
And I'll be dancing with myself

...

...

...

...

.

...

...
»

Dancing with Myself
NOUVELLE VAGUE





1.12.08

Um de Dezembro



"Dia Mundial da Luta contra HIV"


Hoje,
e todos os dias

...







Moçambique, 07Ago2005

22.11.08

«Calçada Portuguesa»





ou não!.. :)




20.11.08

um nome



NOME
Escreves um nome.

[ pode pertencer a tantas pessoas ]

Mas quando escreves é único,
tem um rosto irrepetível a ele associado.

Escreves um nome.
E afinal é alguém muito próprio que tornas presente,
que trazes até aqui, a esta escrita,
à leitura que o amanhã possa fazer.

Um nome

[ agarrado a tantas pessoas ]

Aqui?
Agora?

Não é anónimo.
É a pessoa em si mesma que chega,
que apresenta uma história.

Não é um nome, uma pessoa...
É o nome, a Pessoa.


Pode ser o teu nome.
Tu mesmo presente aqui.


(06Fev06)


«
Artigo 7
1. A criança é registada imediatamente após o nascimento
e tem desde o nascimento o direito a um nome,
o direito a adquirir uma nacionalidade (...)

CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA
Assembleia Geral das Nações Unidas - 20Nov89
»



17.11.08

Sugestão (2ª parte)



Quando o lugar dos livros
é (já) o encontro com os leitores...





...vários são os caminhos para lá chegar :)


www.palimage.pt



Feliz encontro!

13.11.08

Sugestão..



..Convite!


Sábado,
15 de Novembro de 2008,
15 horas,
Casa da Cultura de Coimbra:


Apresentação do livro

"Não havia lugar para Ele"

contos de Maria João Oliveira
e ilustrações de Nídia Nair



Serão benvindos!

3.11.08

"É a Hora!"

...de retomar fôlego,
beber Esperança,
e sempre revisitar...

«
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer -
Brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!


10-12-1928

Fernando Pessoa
Nevoeiro, Mensagem
»


31.10.08

...


"

mãe

há uma pomba a olhar para nós...

é branca como a espuma das nuvens,
como flocos de algodão soltos em brisas de outono


vais levar-me ao topo da serra? mostrar-me os pomares onde cresceste?
de lá soltarei as asas,
sobrevoarei o regato fresco
e sei,
onde quer que estejas,
que o teu sorriso será o mais terno,
pleno de luz e arco íris

sentes?.. é como flutuar em mar calmo...
estamos de mãos dadas mas fechamos os olhos...
e o mar,
o mar será agora o nosso ventre comum,
o embalar sussurrante das tardes de verão


gosto de ti,
beijo-te e danço descalça em teu redor

já descobriste os pirilampos?
vê!...
são da cor do nosso coração a crescer contigo


Quando fechar os olhos,
será novamente a serenidade dos teus braços a acolher-me

"

sem data

30.10.08

la mirada del caminante


] [


exterior

interior

[ ]






Nair Out'08
papel, mdf e alumínio

] [



28.7.08

« off line »





~

~

22.7.08

poema de Sofia


«

Deus escreve direito por linhas tortas
E a vida não vive em linha recta
Em cada célula do homem estão inscritas
A cor dos olhos e a argúcia do olhar
O desenho dos ossos e o contorno da boca
Por isso te olhas ao espelho:
E no espelho te buscas para te reconhecer
Porém em cada célula desde o início
Foi inscrito o signo veemente da tua liberdade
Pois foste criado e tens de ser real
Por isso não percas nunca o teu fervor mais austero
Tua exigência de ti e por entre
Espelhos deformantes e desastres e desvios
Nem um momento só podes perder
A linha musical do encantamento
Que é teu sol tua luz teu alimento.

»


Sophia de Mello Breyner Andresen




(Cem Poemas de Sofia, Ed. Revista Visão - JL, 2004)


20.7.08

1 pouco +

sem palavras




...





Somente sorrindo, face ao inesperado ...

18.7.08

.

«
Sempre que de mentira a verdade tenha aspecto,
deve o homem até poder cerrar os lábios,
para que,
sem culpa ter,
não haja de que se envergonhar.
»

Dante

(A Divina Comédia, Inferno, Canto XVI)


15.7.08

v.p.f.