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26.1.19
17.10.18
"o encanto das situações abertas"
Quando eu era criança, a minha avó Shlomit explicou-me a diferença entre judeu e cristão: «os cristãos», disse, «acreditam que o Messias já veio uma vez ao mundo, e que um dia voltará. Nós os judeus», acrescentou, «acreditamos que o Messias ainda não veio, mas que virá um dia. Esta divergência», reflectiu a avó em voz alta, «trouxe ao mundo tanto ódio e ira, perseguição dos judeus, inquisição, pogroms, assassínios de massa. E afinal, para quê?», perguntou ela. «Porque é que não nos pomos de acordo, todos, judeus e cristãos, e esperamos pacientemente para ver o que acontece? Se o Messias vier um dia e disser: "Há muito que não nos vimos, mas estou muito contente de voltar a ver-vos" - os judeus terão de reconhecer o seu erro. Mas se o Messias vier e disser: "How do you do? Tenho muito prazer em conhecer-vos", o mundo cristão todo terá de pedir desculpa aos judeus. Até lá», concluiu a avó, «até à vinda do Messias, porque não havemos de viver e deixar os outros viverem?»
Sim, a avó Shlomit estava de facto vacinada contra pelo menos alguns tipos de fanatismo. Conhecia o segredo de viver numa situação aberta e talvez até apreciasse o encanto das situações abertas, o prazer da variedade e a riqueza que nos reserva uma vida rodeada de pessoas diferentes de nós que têm crenças diferentes das nossas e costumes totalmente diferentes.
Amos Oz in "Caros Fanáticos", Publicações D. Quixote, Setembro 2018, pp 48-49
«A vida não é branco ou preto» - Nair Out'2018
24.7.18
Mais uma...
...sessão de história em Jardim de Infância como presente de aniversário.
O Pedro soma 5 anos de vida e escolheu fazer uma festa do trevo... com 4 folhas.
Quem pode escolhe!!!
Até amanhã ;)
22.5.18
sem rasto
«
XLIII
Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma traição à Natureza,
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!
»
poema de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa heterónimo)
17.4.18
histórias: contar e viver ou viver e contar?
Ontem levei o «Chico, construtor de sonhos» (autoria de Filomena Carvalho) a uma das salas do Centro Escolar de Alvaiázere.
A sessão foi um presente para o José e seus amigos em celebração do 6º aniversário de nascimento!
Este Chico construtor de sonhos - explorador e aventureiro - é também construtor - zelador - de amizades e não deixa escapar as ocasiões que tecem cumplicidades entre as pessoas.
Escolhi esta história a pensar no José mas percebo que ela também "fala" da Rita...
A Rita é a mãe do José e a amiga mais cúmplice na minha infância escolar.
Quando agora voltamos a estar juntas - ainda que pontualmente - percebo que ela está sempre "em campo de missão" zelando por todos os que a procuram.
Acredito que a fórmula da amizade continuará a multiplicar boas vivências!
22.8.17
21.7.17
indicadores
económico-culturais-sociais?
"
(...)
- Ora vejam, Momo, estamos num país de ricos. Olha, não há caixotes do lixo.
- O que têm que ver os caixotes do lixo?
- Quando queres saber se um lugar é rico ou pobre, procuras os caixotes do lixo. Se não há lixo nem caixotes, é muito rico. Se há caixotes e não há lixo, é rico. Se vês lixo ao lado dos caixotes, não é nem rico nem pobre, é turístico. Se vês lixo e não há caixotes, é pobre. E se vês pessoas no meio do lixo, é muito pobre. Este é um país rico.
- Pois claro, estamos na Suíça!
(...)
"
O Senhor Ibrahim e as flores do Alcorão, de Eric-Emmanuel Schmitt
19.6.17
no sentido da Paz
"O que é próprio dos seres humanos, das pessoas,
é a ação no sentido do bem-comum."
é a ação no sentido do bem-comum."
19.2.17
exposições
(...)
- Concebe as exposições como um objecto artístico?
- É isso mesmo. É a exposição que se torna o seu próprio objecto. É o ritual da exposição que produz a sua própria razão. Há coisas que vêm da literatura, do Nouveau Roman. É da ordem da recriação. Digamos que se cria, fazendo-se. A estrutura conceptual não me chega.
(...)
Philippe Parreno entrevistado por Valdemar Cruz - revista Expresso, 04.02.2017
3.2.17
20.12.16
Dar a conhecer...
...a «História que há de ser»,
no Centro Escolar dos Parceiros (Leiria),
aos alunos e professores de 1º e 2º ano (1º ciclo).
(13.12.2016)
E eu parecia uma "avózinha" à lareira, ah ah ah!
1.11.16
bagagem com livros
Livros, originais das respectivas ilustrações e outros elementos que me costumam acompanhar viajaram ao encontro da comunidade escolar de Lajes do Pico, Açores.
Entre os dias 24 e 28 de Outubro de 2016, em contexto de aula, diferentes sessões foram dinamizadas para turmas de Pré-Escolar, 2º Ciclo e Secundário (Artes).
Conheci a nova Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico (sede), a Escola da Ponta da Ilha (pólo da Piedade) e também o Infantário Arco Íris (Santa Casa da Misericórdia).
A proposta foi acolhida com entusiasmo desde o início e o balanço é globalmente positivo!
Quando voltar ao arquipélago certamente levarei novos projectos...
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percursos formativos
10.12.15
Valorlis
Hoje é dia de celebração e entrega de prémios aos vencedores.
Fui convidada para apresentar/dinamizar um dos contos:
que grande responsabilidade!
4.11.15
9.9.15
"folha em branco"
...uma expressão adoptada para momentos "críticos" de trabalho.
Nestes primeiros dias de Setembro, visita-me a propósito de novo projecto de livro(s).
Textos que me pedem composições ilustradas que ainda não consigo definir...
(fragmento caligráfico de 17.06.2015)
30.7.15
11.7.15
muitos lugares
«
Desci. Sentei-me perto, muito perto da avó Agnette. Ficámos a olhar o verde do jardim, as gotas a evaporarem, as lesmas a prepararem os corpos para novas caminhadas. O recomeçar das coisas.
- Não sei onde é que as lesmas sempre vão, avó.
- Vão para casa, filho.
- Tantas vezes de um lado para o outro?
- Uma casa está em muitos lugares - ela respondeu devagar, me abraçou. - É uma coisa que se encontra.
»
OS DA MINHA RUA por ONDJAKI - Editorial Caminho, 2012, p140
23.6.15
8.6.15
'Dia Mundial dos Oceanos'
«
No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.
Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dansa,
Sem ruído vibram os espaços.
Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.
Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.
»
FUNDO DO MAR, por Sophia de Mello Breyner Andresen
7.5.15
Expressar
«
Transformar o mundo através do seu trabalho, dizer o mundo, expressá-lo e expressar-se é próprio dos seres humanos.
A educação qualquer que seja o nível em que se vê, se fará tão mais verdadeira quanto mais estimule o desenvolvimento desta necessidade radical dos seres humanos, a da sua expressividade.
»
PAULO FREIRE, 1977








