Seis actores para muitos bichos em palco! E nem a proximidade da plateia humana os afugentou. Talvez que os seus narizes (focinhos?) respirem a vida com mais sucesso do que nós...
O que muito me fascina e seduz nas artes do palco é essa relação de corpo, a inteireza que o artista transmite de si mesmo, da sua relação consigo mesmo.
Será assim ou somente magia de palco?..
Que metamorfose se desenrola no teatro do dia a dia, hora a hora?..
(...)
Sala aconchegante, o palco mesmo à beira. Nada desarmou estes bichos que se questionam, se confrontam e assumem em diferença.
Felicito, André, Filipe, Humberto, Joana, Paulo, Sabrina, a expressividade facial, a sonoridade e os ritmos de movimento que tanto cativaram os sentidos!
Para Simão, pelo instinto criativo e por tudo que daí fermentou, uma palavra sincera de impulso e continuidade!