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17.6.08

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Estilos de vida. Estilos na arte.
Se intervirmos em um, influenciamos o outro...

Procuramos auxiliar nossos pacientes a perceber e a valorizar sua vida, a contemplar a extraordinária beleza do tempo:
como é esse tempo que às vezes deixamos passar e não vivemos, para um dia se dar conta que já se passou tempo demais?
Que tempo é esse que então buscamos recuperar?
Que qualidade e duração ele tem?
De onde vem o poder desse tempo de curar feridas e oferecer dias mais plenos e radiantes?

Não é na arte que podemos expressar o maravilhamento pela eternidade do ciclo da vida do qual somos todos uma pequena parte?

É preciso crer.

É preciso se situar no espaço, ser.

Quando sabemos quem somos não importa mais o porquê.
É suficiente ser.


(Ines Novoa Jezler)



16.6.08

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O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.
O que for o teu desejo, assim será a tua vontade.
O que for a tua vontade, assim serão teus actos.
O que forem os teus actos, assim será teu destino.

Esse é o caminho de todos nós.


(autor desconhecido)

29.5.08

outros 'grafites'

sob chuva,

em Leiria,

e de pescoço torcido :/

Chuva

Abril

Abril de 2007

27.5.08

recortes de imprensa

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DICIONÁRIO DE UMA REVOLUÇÃO, por Tânia Relvas

A
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C
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U

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...

Que prazeres a descobrir perante a actual 'crise gasolineira'?

;)




18.1.08

música

Audição,
Tacto,
Visão


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A música serve para avisar, recordar, mostrar, direccionar na vertical.
A música é um argumento para o facto do Homem ser capaz.
(...)
A música é um instrumeno de Deus, mas em mãos humanas.
A sua ideia é cósmica, mas quem toca concretamente e hoje é matéria. Matéria que toca. O dedilhar da matéria que explora todas as suas possibilidades.
As posições dos dedos da matéria.
(...)
»

Ivan Kadlečík in “Rapsódia e Miniaturas”





3.1.08

2008

Novo ano, novo dia

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O Rei da Cidade de Corinto, o poderoso e inteligente Sísifo, andou para aí a fazer mais que uma coisa que desagradou aos Deuses e mesmo ao próprio Zeus,
(…)
O Rei nu, o soberano, os músculos contraídos quase a ponto de rebentarem, imprime-se com todo o seu corpo, com todo o seu ser, à pedra angulosa, como se estivesse deitado de esguelha sobre a mesma: talvez imagine debaixo de si a macia Sofia. E está só, na sua proximidade não há vivalma. A metade esquerda da sua cabeça fende-se de dor até a esse coração pequeno e frágil e das raízes arrancado.
Ele pragueja e chora de desespero, talvez se encontre precisamente a meio do caminho, no ponto morto do plano inclinado, numa situação indeterminada entre o cume e o abismo. Reza, enfurece-se, já nada finge, ele é sacudido pelo medo e pela loucura do esforço vão. E mesmo assim, ou assim parece, ele gosta dessa pedra, apaixonou-se por ela. É o seu retrato fotográfico, uma parte da alma e o seu sentido, a sua liberdade interior. É que, o que acontece se conseguir levar a pedra até ao cume sem que caia? Ele perde o emprego, perde a sua profissão.
(…)
Ele nunca vencerá o poder da gravidade mas, contrariamente à lógica corrente, de uma forma absurda ele dá origem aos acontecimentos da História, produz a ideia da forma irredutível de que o espírito humano se encontra inserido no cosmos. Se por uma vez conseguisse empurrar a pedra para cima, ele venceria. Mas seria um vencedor? Seria um herói? Um vencedor já é há muito tempo, uma vez que as suas derrotas e os seus fracassos contínuos ainda não o quebraram; ele vai vencendo de forma heróica e diária a sua própria fraqueza. A coragem de sempre começar de novo, do nada, do zero – e de não se deixar abater, de não parar.

Afinal porque não?
(…)
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Ivan Kadlečík in “Rapsódia e Miniaturas”